Emprestar o nome para facilitar o acesso de outra pessoa ao crédito ainda faz parte da rotina de muitos brasileiros, mas a prática traz riscos que podem comprometer a saúde financeira. Uma pesquisa da Serasa mostra que seis em cada dez brasileiros já cederam o CPF a terceiros. Entre esses, 34% ficaram endividados após o não pagamento das obrigações.

Seis em cada dez brasileiros já cederam o nome e quase um terço se arrepende, diz Serasa. Foto: Divulgação.
O levantamento também aponta que 29% dos entrevistados se arrependeram da decisão e afirmam que não repetiriam a atitude. Na maioria dos casos, o empréstimo do nome ocorre entre pessoas próximas, como amigos e familiares.
O cenário se agrava com o avanço da inadimplência. No Amazonas, mais de 1,8 milhão de pessoas têm o nome negativado e acumulam mais de R$ 10 milhões em dívidas. Desse total, 25,12% estão concentrados em bancos e 21,03% no varejo. Especialistas alertam para os riscos da prática. A educadora financeira da Serasa, Eduarda Moraes, reforça a importância de avaliar a situação antes de assumir esse tipo de compromisso.
“Por isso, antes de tomar qualquer decisão de emprestar o nome para alguém seja para parentes, pessoas conhecidas amigos é importante que você avalie o seu momento financeiro e os riscos que isso envolvem, até mesmo em caso de compras pontuais com cartão de crédito que você acaba emprestando para alguém com a promessa de que essa pessoa vai te retornar o dinheiro, isso pode acabar gerando uma bola de neve de endividamento e causando problemas financeiros. Isso porque cuidar do dinheiro e às vezes ter que falar não para alguém é importante para você preservar esse relacionamento e também evitar problemas no futuro.”
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O educador financeiro e especialista em finanças Alon Hans destaca que, ao emprestar o nome, a pessoa assume integralmente a responsabilidade pela dívida.
“Emprestar o nome é assumir uma dívida que não é sua, e legalmente a responsabilidade é totalmente sua. O primeiro passo é listar todas as dívidas, o valor total os juros parcelas, muita gente evita isso mas é justamente aí que começa a solução. Dívidas com juros altos cartão de crédito cheque especial devem ser tratadas primeiro são elas que fazem a dívida crescer rápido entre em contato com os bancos e empresas né para tentar descontos, parcelar hoje também tem feirões do Serasa que oferecem condições melhores né de pagamento dessas dívidas cortar gastos não é essenciais, busque trabalhos extra venda ou faça pequenos serviços isso ajuda né acelerar a saída da dívida porque você gera novas rendas.”
A orientação dos especialistas reforça que organização financeira e limites claros ajudam a evitar prejuízos e preservar relações pessoais.
Yuri Bezerra, Rádio Rio Mar