O governador Wilson Lima, e o vice-governador, Tadeu de Souza, renunciaram à chefia do Executivo Estadual. As renúncias foram oficializadas, na noite do último sábado (04), com a publicação das cartas em edição extra do Diário Oficial da Assembleia Legislativa do Estado. As decisões têm efeito imediato e seguem o prazo legal de desincompatibilização para os pré-candidatos pretendam disputar as eleições de 2026.

Wilson Lima e Tadeu de Souza renunciam aos cargos de governador e vice do Amazonas. Foto: Dhyeizo Lemos / Semcom
Com a saída do governador e do vice, ao mesmo tempo, o comando do Governo do Amazonas segue a linha sucessória, prevista na Constituição Estadual. Com isso, o presidente da Assembleia Legislativa, Roberto Cidade, assume o Executivo estadual, como governador interino.
Nas redes sociais, Wilson Lima afirmou que a decisão foi tomada após reflexão e destacou que pretende continuar contribuindo com o Estado no âmbito político.
“Depois de muita reflexão, estou deixando o cargo de governador. Sempre disse que cumpriria meu mandato até o fim, e disse isso porque era, de verdade, o que eu acreditava naquele momento, mas governar também exige coragem para tomar decisões difíceis, principalmente quando o cenário muda e o interesse do Estado precisa vir em primeiro lugar. Hoje, eu entendo que posso contribuir ainda mais com o Amazonas em uma nova frente. Não é sobre sair de um compromisso, é sobre fazer o que precisa ser feito, e tenho o compromisso do Roberto Cidade, que vai manter e aprimorar os programas sociais. O Estado estará em boas mãos. Eu chego aqui trabalhando, lutando e acreditando no Amazonas”, disse o agora ex-chefe do Executivo Estadual.
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Para o cientista político, Helso Ribeiro, a saída simultânea do governador e do vice abre um novo cenário político no Estado e inicia um processo de transição previsto na legislação.
“São muitas as perspectivas. Se o Roberto Cidade já assumiu, vai ter um prazo de 30 dias para convocar uma eleição direta na Assembleia Legislativa e, aí, se ele assumir, só poderá ser candidato à própria reeleição em outubro. Caso ele não tenha assumido, vai assumir o desembargador Jomar Fernandes, que é o presidente do Tribunal de Justiça. Ele também convocará a eleição indireta dentro de 30 dias. Então, esse é o primeiro momento. Em relação ao Wilson Lima e Tadeu de Souza, eles não voltam mais ao governo, e vamos aguardar convenções partidárias. Aí, a gente vai poder dizer com certeza qual será o futuro deles. Até lá, muita especulação: um pode vir para o Senado, o outro vir para a Câmara”, comentou.
As convenções partidárias, que definem os candidatos para as eleições de 2026, serão realizadas entre os dias 20 de julho e 4 de agosto.
Yuri Bezerra, Rádio Rio Mar