Especialistas reforçam alerta para sintomas e prevenção do hantavírus

O surto de hantavírus registrado em um cruzeiro iniciado na Argentina acendeu o alerta de autoridades de saúde e reforçou a atenção para uma doença rara, mas com alto potencial de agravamento. Apesar da baixa transmissão entre humanos, a hantavirose preocupa pela rapidez com que pode comprometer os pulmões e o sistema circulatório, além da dificuldade no diagnóstico inicial.

Especialistas reforçam alerta para sintomas e prevenção do hantavírus: Foto: Imagem gerada por IA.

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Brasil registrou 2.412 casos de hantavirose e 926 mortes entre 1993 e 2025. No Amazonas, desde 2013, foram contabilizadas 41 notificações da doença e apenas um caso confirmado, com evolução para cura.

O médico infectologista Marcelo Cordeiro explica que o hantavírus é transmitido principalmente por roedores silvestres. Segundo ele, a contaminação ocorre, na maioria das vezes, pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais.

Outro desafio da hantavirose é a semelhança dos sintomas com outras doenças virais. Febre, dor no corpo, dor de cabeça, diarreia e mal-estar podem facilmente ser confundidos com dengue, influenza, covid-19 ou leptospirose. Segundo Marcelo Cordeiro, os sinais de agravamento costumam surgir rapidamente.

Para confirmar o diagnóstico, os médicos utilizam exames sorológicos específicos para hantavirose, além de testes complementares, como hemograma, radiografia de tórax e avaliação da oxigenação sanguínea. Ainda não existe vacina nem tratamento antiviral específico contra a doença.

A principal forma de prevenção é evitar levantar poeira em ambientes fechados com sinais de infestação por roedores. Especialistas recomendam ventilar o local por pelo menos 30 minutos antes da limpeza, utilizar máscaras e luvas e umidificar o ambiente com água sanitária ou desinfetantes antes de varrer.

Yuri Bezerra, Rádio Rio Mar

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