Colesterol alto em crianças exige atenção com alimentação e atividade física

O colesterol alto também pode afetar crianças e, na maioria dos casos, não apresenta sintomas. Segundo uma pesquisa do Instituto do Coração (InCor), cerca de 10% das crianças brasileiras têm níveis elevados de colesterol.

Colesterol alto em crianças exige atenção com alimentação e atividade física. Foto: Divulgação.

De acordo com o médico pediatra, Dr. Luiz Felipe, mudanças na alimentação e na rotina podem contribuir para esse cenário. O consumo frequente de alimentos ultraprocessados, frituras, refrigerantes e produtos ricos em açúcar e gordura, associado à falta de atividade física, aumenta o risco.

O histórico familiar merece atenção, mas o colesterol alto também pode atingir crianças sem fatores de risco aparentes. A hipercolesterolemia familiar é uma condição genética que pode passar de pais para filhos.

A prevenção começa com mudanças dentro de casa. A orientação é reduzir o consumo de frituras, alimentos ultraprocessados, doces e refrigerantes e aumentar a ingestão de frutas, verduras, legumes e fibras. A criança também deve praticar pelo menos uma hora de atividade física por dia e reduzir o tempo diante das telas.

A identificação precoce e a adoção de hábitos saudáveis ajudam a reduzir os riscos e a proteger a saúde cardiovascular das crianças no futuro.

Yuri Bezerra, Rádio Rio Mar