Taxas de sub-registro no Amazonas são mais altas que as médias nacionais

As taxas de sub-registro de nascimentos e mortes no Amazonas foram superiores às médias nacionais, em 2024, de acordo com o IBGE. Quando comparados, os índices são ainda maiores nos municípios do interior do Estado, o que preocupa as instituições.

(Imagem Reprodução)

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Em 2024, o Amazonas registrou aumento de 4,4% na taxa de sub-registro de nascidos vivos e alta de 8,8% no sub-registro de mortes. O sub-registro é a falta de registro oficial dentro do prazo legal e dificulta o acesso a direitos básicos, como saúde e educação. Entre óbitos de menores de 1 ano de idade, a ausência de registro chegou ao percentual de 19,0%. Os dados são das Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE.

O coordenador de Divulgação do IBGE Amazonas, Adjalma Nogueira, explica que a falta de registro oficial atinge grupos vulneráveis em municípios do interior do Estado.

Mesmo com a alta concentração populacional, em Manaus, as regiões mais distantes do Estado são as mais impactadas com os sub-registros.

Ainda segundo Nogueira, o Amazonas enfrenta dificuldade em erradicar a falta de registros oficiais.

A pesquisa também revela que o município de Barcelos possui o maior percentual de sub-registro de óbitos do Amazonas, com 50,2%.

Nuno Lôbo – Rádio Rio Mar 

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