Uma em cada dez crianças já pede conselhos à inteligência artificial, alerta UNICEF

Uma em cada dez crianças já pede conselhos à inteligência artificial, alerta UNICEF

Uma em cada dez crianças já pede conselhos à inteligência artificial, alerta UNICEF

A inteligência artificial ganhou espaço na rotina de crianças e adolescentes e passou a ser usada não apenas para pesquisas escolares, mas também para tirar dúvidas pessoais e buscar conselhos. Um levantamento divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) mostra que uma em cada dez crianças já recorre à inteligência artificial para pedir orientação, cenário que preocupa especialistas pelos impactos no desenvolvimento emocional e nas relações sociais.

Para a psicóloga Aline Padilha, a inteligência artificial pode ser uma ferramenta importante para a educação e a criatividade, mas não substitui a presença de adultos de confiança. Segundo ela, os sistemas de IA oferecem respostas com base em padrões de linguagem, sem compreender a realidade emocional, familiar e social de quem faz a pergunta.

A psicóloga destaca que a orientação dos pais deve acontecer por meio do diálogo e da supervisão, e não apenas da proibição. Ela recomenda estabelecer regras de uso de acordo com a idade, acompanhar o conteúdo acessado, orientar sobre privacidade digital e incentivar momentos de convivência longe das telas.

Pesquisas internacionais reforçam esse alerta. Um estudo da organização Internet Matters, do Reino Unido, mostrou que muitas crianças atribuem características humanas aos chatbots, como empatia e confiabilidade, sem perceber as limitações dessas ferramentas. Outro levantamento, publicado em 2025 pela revista científica JMIR (Journal of Medical Internet Research), identificou que adolescentes em situação de maior vulnerabilidade tendem a buscar apoio emocional na inteligência artificial quando não encontram espaços de escuta na família ou na escola.

Rafaella Amorim, Rádio Rio Mar

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