Subida dos rios no Amazonas deve seguir até junho, aponta Serviço Geológico do Brasil

Apesar de a maioria dos rios do Amazonas apresentar níveis dentro da normalidade, o estado já soma 11 municípios em situação de emergência por causa da cheia, segundo a Defesa Civil. O monitoramento hidrológico indica que o processo de subida dos rios deve continuar nas próximas semanas.

Subida dos rios no Amazonas deve seguir até junho, aponta Serviço Geológico do Brasil. Foto: Defesa Civil/AM

Além das cidades em emergência, outros oito municípios estão em alerta e 15 em atenção, enquanto 28 permanecem em situação de normalidade. Segundo a pesquisadora do Serviço Geológico do Brasil, Jussara Cury, o comportamento dos rios neste momento é de subida gradual, sem grandes variações.

“Sobre o monitoramento hidrológico da Bacia do Amazonas, o Rio Negro, em Manaus, está em processo de enchente, com subidas regulares para o período, até subidas pequenas, na ordem de dois centímetros diários. O mesmo ocorre na região do Amazonas. Já nessa porção mais a montante da bacia, como é o caso ali do Alto Solimões, do Alto Juruá e do Alto Purus, eles já passaram por um processo de enchente mais forte ali no início do ano e agora também entram nessa fase de subidas menores, de subidas diárias menores, até certa estabilidade”, comentou.

A especialista destacou que áreas como o Alto Solimões, Alto Purus e Alto Juruá já passaram por um período de cheia mais intensa no início do ano e agora apresentam elevações menores, com tendência de estabilidade.

“Por que isso está acontecendo? Porque, no acumulado do mês, a precipitação tem ficado até abaixo do que é considerado normal para esse período, então tem chovido menos na região. Em relação às subidas, aos níveis dos rios, na maioria dos casos da região do Rio Negro, Rio Madeira e Rio Purus, eles estão na faixa da normalidade, estão no intervalo da normalidade para o período”, disse.

A previsão é que o processo de enchente na região metropolitana de Manaus se estenda até meados de junho. Já nas áreas do Alto Solimões, a cheia deve seguir até o fim de maio.

Yuri Bezerra, Rádio Rio Mar

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