Sínodo: Diácono da prelazia de Tefé defende diaconato feminino

Um dos temas incluído no Instrumentum Laboris, o instrumento de trabalho, após a escuta de mais de 87 mil pessoas, o diaconato de mulheres na Amazônia foi defendido pelo diácono permanente, Francisco Andrade de Lima, da prelazia de Tefé, durante coletiva de imprensa no Sínodo, no último sábado, no Vaticano.

O diácono dividiu a explicação em dois pontos. O primeiro é de que a questão foi defendida pela própria população ouvida.

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O diácono Francisco Andrade de Lima contou a própria experiência para explicar a ideia do diaconato feminino, mas defendeu que ele precisa ser vocacional e partir das próprias mulheres.

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Apenas dois diáconos participam do Sínodo para a Amazônia.

Outros temas abordados na coletiva de imprensa, realizada após dois dias de discussões em círculos menores, foram: a formação dos servidores do povo e a necessidade de se conhecer a cultura indígena neste processo, principalmente para formar indígenas candidatos ao sacerdócio. Neste caso, o bispo da Prelazia de São Félix, no Mato Grosso, Adriano Ciocca Vasino disse que na região há 16 jovens indígenas que querem ser padres e diáconos.

O papel da mulher e dos ministérios não-ordenados na Igreja também teve espaço na coletiva de imprensa. Uma reformulação do curso de estudos dos futuros sacerdotes, nos seminários, é a proposta pela irmã Zully Rosa Rojas Quispe, representante das Irmãs Missionárias Dominicanas do Santo Rosário.

Bruno Elander – Rádio Rio Mar

Foto: Vatican News