Setembro Amarelo chama atenção para a saúde mental e a importância de pedir ajuda

Setembro Amarelo chama atenção para a saúde mental e a importância de pedir ajuda

O Setembro Amarelo chama a atenção para um problema que ainda exige cuidado e informação: o suicídio. Neste 10 de setembro, Dia Mundial de Prevenção do Suicídio, o alerta ganha força, mas a prevenção precisa ocorrer durante todo o ano.

No Brasil, os dados oficiais mais recentes mostram mais de 15 mil mortes por suicídio em 2021. Entre os jovens, o cenário preocupa ainda mais. Um estudo publicado em 2026, com dados do Global Burden of Disease, estima 5.402

A pesquisa também aponta que 15,6 milhões de brasileiros de 5 a 29 anos tinham, em 2023, pelo menos um transtorno mental diagnosticável. Entre adolescentes de 15 a 19 anos, a taxa estimada de mortalidade por lesões autoprovocadas chegou a 7,78 mortes por 100 mil habitantes.

Para a psicóloga clínica Kaite Prado, alguns sinais podem indicar que uma pessoa precisa de ajuda. Mudanças bruscas de comportamento, isolamento, desesperança e falas sobre não querer mais viver não devem ser tratados como exagero ou como uma tentativa de chamar atenção.

A prevenção também depende da rede de apoio. Familiares e amigos podem incentivar a procura por psicólogo, psiquiatra, unidade de saúde ou Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

Em uma situação de risco imediato, a orientação é procurar um serviço de emergência ou ligar para o SAMU, pelo 192. O Centro de Valorização da Vida (CVV) também oferece apoio emocional pelo telefone 188, de forma gratuita, 24 horas por dia.

Mais do que uma campanha de setembro, a prevenção exige conversa e atenção durante todo o ano. Pedir ajuda não é sinal de fraqueza. É um passo para cuidar da saúde e preservar a vida.

Rafaella Amorim, Rádio Rio Mar