Relatório sobre conflitos no campo no Brasil em 2025 é lançado pela Comissão Pastoral da Terra

Relatório sobre conflitos no campo no Brasil em 2025 é lançado pela Comissão Pastoral da Terra

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) divulgou o relatório Conflitos no Campo Brasil 2025 com um alerta: a violência no meio rural segue alta, mesmo com a queda no número total de ocorrências. O levantamento mostra que os casos diminuíram, mas ficaram mais graves. O número de assassinatos dobrou e chegou a 26 vítimas no último ano.

Os conflitos por terra continuam como o principal problema e representam cerca de 75% dos registros. Foram 1.286 ocorrências ligadas à disputa por ocupação e posse, com casos de expulsão, invasão e grilagem.

A Amazônia Legal concentra a maior parte dessas disputas. Estados como Pará, Rondônia, Maranhão e Amazonas lideram os registros. O estado do Amazonas aparece na quinta posição em conflitos por ocupação e posse da terra e na sétima colocação nos conflitos por água. O integrante do Departamento de Comunicação da CPT Regional Amazonas, Manuel Carmo, destaca os principais desafios da região.

Os povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e pequenos agricultores estão entre os mais afetados. Eles enfrentam ameaças, perda de território e violência direta. O relatório também aponta aumento de casos ligados à omissão do poder público, como demora na regularização de terras e falta de proteção às comunidades.

Mesmo com esse cenário, o documento destaca que as comunidades seguem organizadas. Lideranças e movimentos mantêm ações para defender seus territórios e direitos. A CPT afirma que essa resistência é essencial para enfrentar a violência e garantir a permanência das famílias no campo.

Rafaella Amorim, Rádio Rio Mar

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