Pesquisa realizada pela Afya e Conexa aponta crescimento expressivo do uso de inteligência artificial na saúde, com adesão de médicos e pacientes, mas reforça que a decisão final sobre diagnósticos e tratamentos continua sob responsabilidade dos profissionais.
A inteligência artificial já faz parte da rotina de 78% dos médicos brasileiros. É o que mostra uma pesquisa da Afya, plataforma de educação e soluções para a prática médica no Brasil.
O levantamento aponta crescimento acelerado do uso da tecnologia na saúde, mas reforça: a decisão final permanece nas mãos dos profissionais. Prova disso é que 63% dos médicos afirmam que já corrigiram erros gerados por ferramentas de inteligência artificial antes de aplicar as informações no atendimento.
O médico e diretor da médico e diretor do Research & Innovantion Center da Afya, Eduardo Moura, destaca que na prática, a tecnologia funciona como apoio. Entre os usos mais comuns estão a busca por informações sobre medicamentos, citada por 74% dos médicos, além do auxílio em dúvidas clínicas e do acesso a evidências científicas.
Entre os pacientes, a inteligência artificial também ganha espaço. O estudo mostra que 49% já utilizam ferramentas digitais na saúde, principalmente para tirar dúvidas sobre sintomas, doenças e diagnósticos.
Apesar do avanço, a preocupação com a segurança de dados permanece. Segundo a pesquisa, 37% dos médicos apontam esse como um dos principais desafios no uso da tecnologia. O médico Eduardo Moura destaca que o julgamento clínico segue insubstituível, mesmo com o avanço da inteligência artificial.
A tecnologia não substitui o contato com o médico. Para especialistas, o futuro aponta para uma convivência entre inteligência artificial e profissionais de saúde, com a tecnologia como aliada e não como substituta.
Hiolanda Mendes – Rádio Rio Mar
Foto: SES