
Papa condena guerras e pede respeito à dignidade humana
O papa fez um forte apelo pela paz e criticou a violência que continua a provocar mortes, deslocamentos forçados e sofrimento em várias partes do mundo. Em sua mensagem, ele afirmou que a guerra não resolve conflitos e apenas amplia as tragédias enfrentadas pelas populações.
Ao comparar atitudes de solidariedade com ações marcadas pelo ódio e pela intolerância, o pontífice defendeu o diálogo, a cooperação e a busca por soluções pacíficas. Segundo ele, a construção de pontes entre as pessoas é o caminho para enfrentar as crises e superar divisões.
Bem, você gera vida, eles geram morte; enquanto você estende a mão ao seu irmão, eles buscam inimigos para esmagar; enquanto você cria diálogo, eles buscam monólogos; enquanto você abre caminhos de esperança, eles aprisionam pessoas, interferem; enquanto você constrói o futuro, eles destroem o presente. Como podemos deixar de pensar no doloroso êxodo dos cristãos orientais de suas próprias terras, causado sobretudo pela guerra, que, repito, não resolve o problema?
Na mensagem, o líder da Igreja Católica afirmou que a história mostra os efeitos negativos da busca pelo poder sem justiça e do uso da força para impor interesses. Ele destacou que a violência acaba atingindo não apenas as vítimas, mas também aqueles que a promovem.
A história mostra como os esquemas de violência e opressão, de poder e dominação, obtidos sem justiça e sem escrúpulos, se voltam contra quem os sofre, mas também contra quem os busca. Por isso, oro a Jesus, o Senhor da paz, e apelo à consciência das pessoas para que sejam movidas pela indignação e o respeito pela humanidade e o senso de civilidade sejam restaurados.
Ao final, o papa pediu que a consciência das pessoas seja despertada diante do sofrimento causado pelas guerras. Ele também defendeu a recuperação do respeito pela vida humana, da convivência pacífica e dos valores que sustentam a sociedade.
Rafaella Amorim, Rádio Rio Mar.