Em 2025, o município de Manaus registrou 351 crianças menores de um ano com sífilis congênita, somente este ano foram 66 casos novos diagnosticados.
Dados do Boletim Epidemiológico Especial da Sífilis do Município de Manaus (2026), elaborado pelo Núcleo de Controle do HIV/Aids, IST e Hepatites Virais (NUCIST/Semsa), mostram que, de 2020 a 2025, a capital amazonense registrou 1.926 casos de sífilis congênita em menores de um ano.

Os números preocupam e acionam o alerta para a importância do diagnóstico, acompanhamento e tratamento da doença ocasionada por uma infecção bacteriana sistêmica, que evolui de forma crônica, mas tem cura.
A transmissão ocorre principalmente por via sexual e por transmissão vertical, durante a gestação, quando não há o tratamento ou o tratamento é inadequado. A prevenção da sífilis congênita ocorre com o diagnóstico da sífilis em gestantes em tempo oportuno e o tratamento adequado, assim como o cuidado no momento da internação para o parto.
A técnica do Núcleo de Controle de HIV/Aids, IST e Hepatites Virais da Semsa, enfermeira Ylara Enmily Costa, alerta quanto aos riscos a saúde e vida do bebê.
Para a prevenção à sífilis e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis, a rede municipal de saúde disponibiliza testes rápidos para a doença em todas as unidades da Atenção Primária à Saúde; o rastreio sistemático durante o pré-natal e a oferta do teste rápido às gestantes para a detecção precoce, o diagnóstico e tratamento imediato; estratégias permanentes de educação em saúde voltadas à população geral e a grupos prioritários, com ênfase na promoção do autocuidado, na ampliação da busca por testagem e na prevenção das infecções sexualmente transmissíveis; dispensação de preservativos em ações nas Unidades de Saúde e em ações extramuros desenvolvidas nos territórios, em campanhas, eventos e atividades comunitárias estratégicas.
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Foto: Divulgação / Semsa