As autoridades do Amazonas atualizaram, nesta quinta-feira, a situação do vazamento de estireno registrado em uma fábrica do Distrito Industrial. Mais de cem pessoas procuraram atendimento médico, três seguem internadas e os bombeiros mantêm o trabalho para eliminar os riscos no local.

Mais de 100 pessoas são atendidas após vazamento de gás em Manaus; três seguem internadas. Foto: Yuri Bezerra.
O vazamento de estireno registrado em uma fábrica no Distrito Industrial de Manaus, levou 107 pessoas a procurarem atendimento na rede pública de saúde. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), 104 pacientes receberam alta médica e três permanecem internados.
- Vazamento de produto químico de empresa do Distrito Industrial causa transtornos em Manaus
- Semsa alerta para aumento do risco de malária durante o verão amazônico
Durante a coletiva de imprensa desta quinta-feira, o secretário de Estado de Saúde, Luís Alberto Saraiva, informou que um morador do bairro Centro, de 67 anos, morreu durante a madrugada. Segundo ele, o paciente tinha múltiplas comorbidades.

Mais de 100 pessoas são atendidas após vazamento de gás em Manaus; três seguem internadas. Foto: Yuri Bezerra.
O comandante-geral do CBMAM, coronel Orleilso Ximenes Muniz, explicou que a principal hipótese é uma reação espontânea no interior do tanque, que elevou a temperatura do produto e acionou as válvulas de segurança para evitar uma explosão.
Por causa da ocorrência, três escolas estaduais, 16 unidades da rede municipal de ensino, uma unidade do Sesi e o PAC Studio 5 suspenderam as atividades nesta quinta-feira. Segundo a Sejusc, os atendimentos no PAC serão retomados nesta sexta-feira. Além disso, pelo menos 18 empresas do Distrito Industrial liberaram os funcionários como medida preventiva.
A Secretaria de Estado de Saúde orienta que qualquer pessoa que apresente irritação nos olhos, dor de garganta, falta de ar ou desconforto abdominal após a exposição ao odor do estireno procure atendimento médico e informe que os sintomas começaram após o vazamento.
Yuri Bezerra, Rádio Rio Mar