A presença de fumaça na atmosfera voltou a prejudicar os moradores de Manaus, neste sábado (17). Os indicadores de monitoramento apontaram condições preocupantes para a qualidade do ar, com níveis elevados de partículas poluentes em diferentes áreas da capital amazonense.
Dados divulgados pela plataforma IQAir indicaram que o índice de qualidade do ar chegou a 441 pontos por volta das 6h. No mesmo período, a concentração de partículas finas, conhecidas como PM2,5, atingiu 295,9 microgramas por metro cúbico. O valor representa uma exposição elevada a poluentes que podem penetrar profundamente no sistema respiratório. Manaus ocupou, pelo segundo dia seguido, o topo do ranking de pior ar do Brasil.
O monitoramento realizado pelo aplicativo Selva, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também identificou índices expressivos de poluição. Às 8h50, a estação localizada no bairro Aparecida, na zona sul de Manaus, registrou concentração de 537,7 µg/m³ de partículas. Em outro ponto da zona Leste, a medição chegou a 526 µg/m³.
A situação está associada à fumaça proveniente de queimadas no Amazonas e em áreas próximas. A dispersão desses poluentes contribui para reduzir a visibilidade e agravar as condições ambientais na cidade.
Além dos impactos na atmosfera, a exposição prolongada à fumaça pode causar irritação nos olhos e na garganta, tosse e agravamento de doenças respiratórias. Crianças, idosos e pessoas com problemas pulmonares precisam de atenção especial durante períodos de poluição intensa.
Para diminuir os efeitos da exposição, a recomendação é limitar o tempo ao ar livre, evitar exercícios físicos em locais com muita fumaça e manter os ambientes internos protegidos sempre que possível. Quando for necessário sair, máscaras do tipo PFF2 ou N95 podem ajudar a reduzir a inalação de partículas finas.
Como medida preventiva, a Prefeitura de Manaus informou a suspensão de atividades ao ar livre em espaços públicos até domingo (18), com o objetivo de reduzir a exposição da população à poluição.
O cenário reforça a importância do acompanhamento dos indicadores de qualidade do ar e da adoção de medidas de proteção enquanto persistirem as condições desfavoráveis.
Da Redação.
Foto: Tânia Freitas/Rádio Rio Mar

