A Organização Mundial da Saúde alerta que, no mês de combate à Doença de Chagas, o foco vai além da prevenção e do tratamento. A mobilização coloca as mulheres no centro do debate, denuncia a negligência e desconstrói a ideia de que elas são fonte de infecção. Segundo a OMS, a maioria das mulheres que vive com a doença contraiu a infecção da mesma forma que familiares e vizinhos.
Mesmo assim, meninas e mulheres em idade fértil ainda enfrentam falta de informação, educação e conscientização.
A investigadora do projeto CUIDA Chagas, Andrea Silvestre, afirma que A Doença de Chagas se transmite, principalmente, pela picada do inseto, conhecido como barbeiro. A infecção também ocorre pelo consumo de alimentos ou bebidas contaminados.
A transmissão durante a gravidez ou no parto ocorre entre 3% e 5% dos casos e já representa a principal forma de infecção em regiões onde o controle do barbeiro avançou. Quando o tratamento começa no primeiro ano de vida, as chances de cura chegam a 90%.
Conforme a OMS, cerca de 8 milhões de pessoas vivem com a Doença de Chagas no mundo. A doença provoca aproximadamente 10 mil mortes por ano e coloca 100 milhões de pessoas em risco.
Hiolanda Mendes – Rádio Rio Mar