Em nota enviada à Rádio Rio Mar, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que já asfaltou 14 km do ‘lote C’ da BR-319 e que ainda não previsão para iniciar a pavimentação dos 405km do chamado ‘trecho do meio’, entre o km 250 ao km 655.
Conforme a autarquia, as obras no ‘lote C’ começaram em setembro do ano passado e, depois de um ano, o segmento teve avanço de 14 quilômetros e chegou a 70% de conclusão dos primeiros 20 quilômetros, entre o km 198 e o 218. O valor do contrato é de R$ 163,5 milhões e a construtora é a LCM, de Minas Gerais.
O segundo trecho do ‘lote C’, de 32 quilômetros entre o km 218 e o 250, ainda está em fase de elaboração de projetos básico e executivo de engenharia pela construtora Etam. O contrato tem valor de R$ 329 milhões e prazo de dois anos.
De acordo com o Dnit, além desses, existem contratos destinados ao melhoramento do pavimento, que não se confundem com pavimentação ou asfaltamento integral. Esses serviços têm por objetivo elevar a capacidade de suporte da via, melhorar as condições de trafegabilidade e ampliar o intervalo entre as intervenções de manutenção, com aplicação de revestimento primário estabilizado associado à aplicação de tratamento superficial duplo (TSD), utilizado como camada selante e superfície de rolamento.
Além disso, o ‘lote 4’, entre os km 469,60 e 590,10, já possui contrato firmado com a Construtora ETAM Ltda, com valor de 362 milhões, também para melhoramento do pavimento em prazo de dois anos
Já os demais três lotes de melhoramento ainda dependem da conclusão dos respectivos procedimentos de contratação e da emissão das ordens de serviço, motivo pelo qual ainda não possuem cronograma físico definitivo.
Trecho do meio
Quanto à pavimentação integral do Trecho do Meio, ainda não há prazo definido para início e conclusão. O DNIT diz que a intervenção possui maior complexidade e depende de estudos e projetos de engenharia mais detalhados, definição das soluções técnicas, e atendimento às etapas do licenciamento ambiental.
O processo de licenciamento do Componente Indígena da BR-319/AM permanece em andamento. As 6 Terras Indígenas inicialmente contempladas integram o escopo dos estudos e foi encaminhado à Funai e ao Ibama.
Posteriormente, a FUNAI solicitou a inclusão de 13 novas Terras e Comunidades Indígenas, o que demandou a realização de estudos complementares. As próximas etapas consistem na conclusão desses estudos, na continuidade da articulação com a Funai e na compatibilização dessas providências com o prosseguimento do licenciamento ambiental e a futura emissão da Licença de Instalação.
Bruno Elander – Rádio Rio Mar
Foto: Dnit/Divulgação
