Pular para o conteúdo
Amigos da Fundação Rio Mar
Ao Vivo

Amigos da Fundação Rio Mar

Participe do programa

Congresso cria lei que autoriza uso de remédios com indicação diferente da prevista pela Anvisa

Durante a pandemia, o uso de remédios para finalidades não descritas na bula gerou discussões e polêmicas. E, agora, o presidente da república, Jair Bolsonaro (PL), tem em mãos para sancionar o Projeto de Lei (PL) 1.613/2021, que permite ao Sistema Único de Saúde (SUS) receitar e aplicar remédios com indicação de uso diferente do autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

ANVISA REMÉDIOS

O texto original foi apresentado bem antes da pandemia, em 2015, pelo então senador Cássio Cunha Lima (PB). A proposta foi aprovada pelo Congresso Nacional no dia 23 de fevereiro. Cabe ao presidente da república para sancionar ou vetar.

Todavia, a mudança vale apenas se a indicação de uso diferente for recomendada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec).

Segundo o projeto, o uso será permitido apenas após demonstração de evidências científicas sobre eficácia, efetividade e segurança para o novo uso. Contudo, a padronização do protocolo deve ser estabelecida pelo Ministério da Saúde.

O projeto original (PLS 415/2015) foi aprovado pelo Senado em abril do ano passado. Porém, recebeu a numeração 1.613/2021 na Câmara dos Deputados.

O texto libera o uso de remédio ou produto comprado através de entidades como, por exemplo, a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). Eles podem ser usados em programas de saúde pública do Ministério da Saúde e de entidades vinculadas.

Qualquer adoção de medicamento ou procedimento pelo SUS depende de avaliação econômica. Ou seja: a tecnologia precisa demonstrar benefícios e custos economicamente comparáveis aos de outras terapêuticas já incorporadas.

Portanto, caso seja sancionado e se torne lei, a regra altera a Lei Orgânica da Saúde (Lei 8.080/1990).

Com informações da Agência Senado Senado

Foto: Agência Senado