Desde o dia 13 de julho, o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) participa da 19ª Sessão do Mecanismo de Peritos da Organização das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas (EMRIP), realizada no Palácio das Nações, em Genebra, na Suíça.
Ao lado de organizações indígenas e indigenistas de diferentes países, o Cimi defende políticas públicas que reconheçam e protejam os povos indígenas em isolamento voluntário e de recente contato. A entidade reforça que qualquer medida deve respeitar a autodeterminação, os territórios e os modos de vida dessas populações.
Representante do Cimi e do Grupo de Trabalho Internacional sobre Povos Indígenas em Isolamento Voluntário e de Recente Contato (GTI-PIACI), o antropólogo Lino João de Oliveira Neves destacou, durante a sessão, a necessidade de um acordo internacional que assegure a proteção desses povos e reconheça oficialmente sua existência, muitas vezes negada ou adiada pelos Estados nacionais.
Segundo o Cimi, apesar de avanços pontuais, o Brasil e outros países ainda não garantem proteção integral aos povos indígenas isolados. A expansão de atividades ilegais, as invasões de territórios e a ausência de políticas públicas eficazes aumentam os riscos enfrentados por essas comunidades.
A 19ª Sessão do Mecanismo de Peritos da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas segue até esta sexta-feira, reunindo especialistas, representantes de governos e lideranças indígenas de diversos países para avaliar os desafios e fortalecer a defesa dos direitos dos povos originários.
Hiolanda Mendes – Rádio Rio Mar
Foto: Cime