A campanha “Turismo sem Penas” intensifica as ações de conscientização no Amazonas com a proximidade do 59º Festival de Parintins. A iniciativa alerta turistas, moradores e trabalhadores do setor turístico sobre os riscos ambientais e as penalidades previstas para a compra e comercialização de acessórios e artesanatos produzidos com partes de animais silvestres.

Campanha “Turismo sem Penas” reforça combate ao comércio ilegal de produtos com partes de animais silvestres. Foto: Divulgação.
Entre os itens comercializados de forma irregular estão cocares, brincos, colares, tiaras e peças decorativas confeccionadas com penas de aves ameaçadas de extinção, dentes de macacos, couro de onça e garras de aves de rapina. A legislação ambiental brasileira proíbe o uso e a venda desses materiais quando retirados da fauna silvestre, como explica a diretora de Turismo da Amazonastur, Emmanuelle Pamplona.
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Além da conscientização, a campanha também orienta a população sobre como identificar penas naturais e artificiais. As naturais apresentam uma estrutura central com pequenas divisões nas laterais, além de textura mais maleável e capacidade de voltar ao formato original. Já as artificiais costumam ser mais rígidas e aparecem como alternativa sustentável na produção artesanal.
A Lei de Crimes Ambientais, nº 9.605/1998, prevê pena de detenção de seis meses a um ano, além de multa que pode chegar a R$ 5 mil para quem comercializa ou utiliza artefatos produzidos com partes de animais silvestres. As punições aumentam nos casos que envolvem espécies ameaçadas de extinção ou ocorrências em áreas de conservação.
Yuri Bezerra, Rádio Rio Mar