Bioeconomia: Fibra de curauá pode atender demandas do Polo Industrial de Manaus

Planta nativa da Amazônia, o curauá, possui fibras que quando extraídas de suas folhas podem ser utilizadas na produção de produtos do setor automobilístico, indústria têxtil, setor agrícola e construção civil, setor de telefonia e computadores e entre outros.

Suas propriedades possuem potencial econômico. Diante deste cenário, representantes do Instituto Raízes Amazônicas (Rama) estiveram na sede da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Amazonas (Sedecti) para debater a estruturação de um modelo de negócio sustentável com base no cultivo do curauá.

A iniciativa busca desenvolver a cultura desta fibra vegetal, atendendo a demandas crescentes do Polo Industrial de Manaus e fortalecendo a bioeconomia na região, como explica o chefe do Departamento de Diversificação Econômica da Sedecti, Sandro Amazonas.

De acordo com o Instituto Rama, o curauá tem sido amplamente pesquisado mundialmente devido ao seu potencial de aplicação na indústria automotiva, têxtil e na construção civil. A iniciativa prevê a implantação de uma estufa no interior do Amazonas e um plano de expansão para até 90 hectares.

Além da fibra, o curauá oferece subprodutos de alto valor agregado, como a bromelina, utilizada na indústria farmacêutica, e a mucilagem, aplicada na alimentação animal.

 

Rádio Rio Mar

Foto: Divulgação Idam

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