O mosaico do Baixo Rio Madeira surge como uma estratégia para enfrentar os desafios decorrentes da expansão de atividades com potencial de degradação ambiental na região, bem como para mitigar os impactos socioambientais associados à infraestrutura da rodovia BR-319.
A iniciativa conta com a participação de órgãos governamentais, organizações não governamentais e a sociedade civil. A WCS Brasil, organização membro do Observatório BR-319, lidera o processo de criação do mosaico junto ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima em articulação com os territórios.
O diretor de conservação, Marcos Amend, destaca a importância da iniciativa.
Integram o Mosaico do Baixo Rio Madeira as Áreas Protegidas estaduais e federais, como: as Reservas de Desenvolvimento Sustentável do Rio Madeira; Rio Amapá; Matupiri e Igapó-Açu; Parque Estadual Matupiri; Reserva Extrativista Lago do Capanã Grande e as Terras Indígenas Cunhã-Sapucaia e Arary, situadas nos municípios de Manicoré, Beruri, Novo Aripuanã e Borba, todas no estado do Amazonas.
Para o presidente da Central das Associações da RDS do Rio Amapá, Júnior Rosário, o mosaico alinha proteção ambiental e desenvolvimento sustentável, reforçando a importância de uma gestão integrada para enfrentar os desafios impostos pela expansão da infraestrutura e pelas mudanças climáticas.
De acordo com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, o Mosaico do Baixo Rio Madeira é uma área de proteção estratégica e a iniciativa permitirá que os gestores e comunidades locais possam trabalhar em conjunto para conservar a biodiversidade e fortalecer a segurança dos ecossistemas diante das pressões do avanço das atividades humanas na região.
Rádio Rio Mar
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