O Amazonas registrou aumento de aproximadamente 33% nos casos de leishmaniose tegumentar entre janeiro e julho de 2026, segundo a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas, a FVS-RCP. No período, foram notificados 468 casos, contra 352 no mesmo período de 2025. A diferença representa 116 registros a mais.

Amazonas registra aumento de 33% nos casos de leishmaniose tegumentar em 2026. Foto: Reprodução.
Segundo a gerente de Vigilância de Doenças Transmissíveis da FVS-RCP, Lilian Furtado, a leishmaniose tegumentar pode atingir qualquer parte do corpo e, em casos mais raros, também comprometer as mucosas, como nariz, boca e garganta.
- Festival Sou Manaus 2026 anuncia atrações e terá dez dias de programação
- Ipaam alerta para regras da pesca esportiva durante a temporada no Amazonas
A lesão pode surgir até duas semanas após a picada do mosquito transmissor. A forma visceral, conhecida como calazar, é mais grave e pode provocar febre prolongada, fraqueza, emagrecimento e aumento do abdômen, causado pelo crescimento do fígado e do baço. Lilian Furtado orienta que a população procure uma unidade de saúde ao identificar uma ferida que não cicatriza.
A recomendação é que pessoas que trabalham ou realizam atividades como agricultura, pesca, caça e extrativismo usem roupas compridas, com mangas e calças, além de repelente, principalmente no entardecer e durante a noite.
Yuri Bezerra, Rádio Rio Mar