
O popular “derramamento de santinho” deixou ruas e avenidas próximas aos locais de votação do 1º turno das eleições de 2026 tomadas de conteúdo de propaganda eleitoral. Esta prática é considerada crime de “boca de urna”, uma propaganda irregular.
É o caso da Escola Estadual Tiradentes, no bairro Petrópolis, na zona sul da capital amazonense. O eleitor Francisco Lima relata que o cenário é prejudicial ao meio ambiente e um crime.

“Todo ano é isso em frente à escola. As equipes já limparam, varreram várias, é um absurdo. A Justiça deveria multar estes candidatos. Essa atitude não ganha voto.”, declara.
A “chuva de santinhos” tem impactos sociais e políticos, capaz de influenciar os eleitores no dia das Eleições, contribuindo para criar ou modificar o seu convencimento para votar no ‘número’ que tem à vista.
A prática de espalhar santinhos e outros materiais impressos pode ser configurado como crime eleitoral, passível de punições para os próprios candidatos, como: pena alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, além de multa.

A ação pode configura propaganda irregular, que pode levar ao pagamento de um tipo específico de multa, no valor entre R$ 5.320 e R$ 15.961,50.
Um dos canais de denúncia para este crime é o site do Ministério Público do Amazonas (MPAM). A Polícia Federal, também, disponibilizou um canal para o eleitor (92) 98629-8862.
Tania Freitas
Foto: Rafaella Amorim