Manaus amanheceu, nesta quarta-feira (23), com a pior camada de fumaça deste ano. De acordo com o aplicativo Selva, ferramenta da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a zona Sul da cidade registrou 286,2 µg/m³, nível classificado como péssimo.
Entre as 12 estações mantidas pela UEA, oito indicam qualidade do ar péssima, e em três delas os valores passam de 200, faixa que já representa risco à saúde pública de toda a população.

De acordo com a Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil Municipal (Sepdec), a fumaça é proveniente de áreas de queimadas em diversas regiões da Amazônia, principalmente nos municípios da Região Metropolitana de Manaus e do leste do Amazonas.
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) orienta a população a reduzir a exposição à fumaça, especialmente crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas. Nos períodos de pior qualidade do ar, devem ser evitados exercícios ao ar livre, principalmente caminhada, corrida e ciclismo.
A população deve manter-se hidratada e proteger olhos e nariz. Quando a exposição for inevitável, máscaras adequadas, como a N95, podem ajudar a reduzir a inalação de partículas.
Tosse, irritação ou dor de garganta, ardência e lacrimejamento dos olhos, coriza, dor de cabeça, chiado no peito, falta de ar e piora de crises de asma são sinais de alerta.
Com informações da UEA
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