
Igreja no Brasil reforça campanha de combate ao tráfico de pessoas durante o mês de julho
A Igreja Católica reforça, durante o mês de julho, a campanha de combate ao tráfico de pessoas. A mobilização marca o Dia Mundial de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, celebrado em 30 de julho, e chama atenção para um crime que viola direitos e explora milhares de vítimas.
Neste ano, a Comissão Episcopal Especial de Enfrentamento ao Tráfico Humano da CNBB destaca o uso das redes sociais e aplicativos de mensagens por criminosos para atrair vítimas. Com falsas promessas de emprego, relacionamentos ou oportunidades, grupos especializados usam o ambiente digital para praticar o aliciamento.
Segundo a integrante da Rede Um Grito Pela Vida, irmã Rose Bertoldo, é preciso ampliar o debate sobre o tema para evitar novas vítimas. Ela alerta que o tráfico de pessoas pode envolver exploração sexual, trabalho escravo, retirada ilegal de órgãos e outras formas de violência.
A campanha deste ano tem como lema “Por trás de cada tela virtual existe uma vida: pessoas não são mercadorias”. A iniciativa busca orientar a população sobre os riscos da internet e reforçar a importância da denúncia diante de qualquer suspeita.
A Comissão da CNBB e entidades que atuam no enfrentamento ao tráfico de pessoas promovem ações de conscientização em paróquias, escolas e comunidades durante todo o mês de julho. Denúncias podem ser feitas pelo Disque 100 ou por instituições que trabalham na proteção de vítimas.
Rafaella Amorim, Rádio Rio Mar