A disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, no Oriente Médio, e a incerteza de uma nova rodada de negociações entre EUA e Irã gera um ambiente instável na economia mundial. O consumidor amazonense já sente os impactos da guerra. Acompanhe na reportagem.

(Imagem Reprodução)
No último sábado 18/04, a Guarda Revolucionária Iraniana voltou a bloquear o Estreito de Ormuz, após os EUA declarar a continuação do bloqueio aos portos do Irã. Cerca 25% a 30% da produção de petróleo mundial passa pelo canal marítimo, que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, no Oriente Médio. Em resposta, os Estados Unidos mantém uma intervenção naval na região e promete tomar o controle do Estreito de forma permanente.
- Amazonas lidera crescimento de domicílios unipessoais entre Estados da região Norte
- Projeto Gelo Caboclo impulsiona pesca artesanal e economia em comunidade ribeirinha
Após o novo bloqueio, o governo do Irã impôs restrições severas ao tráfego de embarcações no Canal e exigiu autorizações e pagamento de pedágios, em criptomoedas e dinheiro local, segundo informações divulgadas por agências internacionais. As oscilações de valor no barril do petróleo e a alta na inflação dos países começam a serem sentidas pelo consumidor final, explica o economista Eduardo Souza.
O cientista político, Helso Ribeiro, destaca que a instabilidade geográfica no Estreito de Ormuz causa danos a curto e médio prazo para as populações mais vulneráveis.
No Amazonas, o Polo Industrial de Manaus – PIM começa a sentir os impactos da guerra no Oriente Médio, ressalta o economista.
Para o consumidor final, resta a prevenção, que pode ser aplicada com a regras básicas da Educação Financeira.
O início das negociações de Paz entre Estados Unidos e a nação iraniana segue incerto, após o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmar que não há planos para uma segunda rodada de conversas.
Nuno Lôbo – Rádio Rio Mar