
Papa Leão XIV destaca que santidade não é um privilégio reservado para poucos
O Papa Leão XIV afirmou que a santidade não se limita a poucos, mas faz parte da vocação de todos os fiéis. A declaração ocorreu na Audiência Geral, durante a catequese sobre a Lumen Gentium, que trata do chamado universal à santidade.
Segundo o papa, esse caminho se constrói nas atitudes do dia a dia. Ele destacou que viver na graça de Deus, praticar o amor ao próximo e seguir os ensinamentos de Cristo são passos concretos para quem busca uma vida santa.
A santidade, segundo a Constituição conciliar, não é um privilégio para poucos, mas um dom que empenha a todos os batizados a atender à perfeição da caridade.
O teólogo e professor Diogo Pessotto explicou que a santidade não deve ser vista como um prêmio para quem erra menos, mas como resposta ao amor de Deus. Para ele, o essencial é permitir a ação da graça na vida e deixar de lado aquilo que afasta a pessoa dos ensinamentos de Jesus.
Infelizmente, a palavra santidade tem sido mal compreendida. Muitos pensam que é um troféu para quem erra menos e acerta mais, mas a verdade é outra. A santidade tem mais a ver com o que já recebemos de Deus do que com o que tentamos alcançar a custa de muito esforço. Papa Leão 14 nos lembra que a santidade não é um privilégio para poucos, mas um dom para todo batizado. Se há uma dádiva, nossa resposta deve ser simples, amar e testemunhar. Afinal, quem se sente amado pelo Senhor não consegue reter este amor apenas para si. Por isso atenção, o núcleo da santidade é a caridade, seu estado mais elevado é o testemunho. Não há espaço na igreja para uma santidade encapsulada, intimista e fora do mundo.
O pontífice também ressaltou que a fé precisa aparecer nas ações dentro da sociedade, com atitudes de justiça, fraternidade e solidariedade. Ele lembrou ainda que a Eucaristia fortalece a caminhada cristã e ajuda os fiéis a permanecerem firmes nesse propósito.
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Rafaella Amorim, Rádio Rio Mar
Foto: Divulgação