Em 2018, a prefeitura de Manaus pagou às duas empresas concessionárias do serviço de coleta de resíduos sólidos (lixo) o montante de R$ 261,7 milhões e, no ano passado, as cifras superaram os R$ 337,6 milhões. As informações constam no Portal da Transparência do município.
Em valores reais, o aumento nos gastos com a coleta de lixo se aproxima dos R$ 76 milhões em 6 anos, o que representa um dispêndio 29% maior de recursos públicos.
Conforme a prefeitura de Manaus, apenas em 2024, a população gerou 861.368.748 toneladas de lixo. Em conta simples, isso equivale dizer que cada um dos mais de 2 milhões de habitantes da cidade produziu 430 quilos de lixo em um ano.
Chama a atenção que a quantidade de resíduos não apresenta diminuição em Manaus. Conforme o relatório de gestão da prefeitura de seis anos atrás, 2018, a população produziu quase 845 mil toneladas de lixo naquele ano. Em 2024 foram mais de 861 mil toneladas, portanto um aumento de 6,6% em comparação com seis anos atrás.
Diante dessa realidade, cabe insistir na reflexão proposta pela Campanha da Fraternidade 2025, que tem como tema “Fraternidade e Ecologia Integral” e o lema “E Deus viu que tudo era muito bom”.
O arcebispo metropolitano de Manaus, Cardeal Leonardo Steiner, lembra que a sociedade deve buscar cada vez uma relação de respeito e não de domínio sobre o meio ambiente.
Bruno Elander – Rádio Rio Mar
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