32• Grito dos Excluídos destaca a defesa da moradia e a voz das mulheres

32• Grito dos Excluídos destaca a defesa da moradia e a voz das mulheres

O 7 de setembro ganha outro significado para grupos sociais, pastorais, movimentos populares e comunidades que participam do Grito dos Excluídos e Excluídas. Em Manaus, a 32ª edição reúne atividades no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, o INPA, das oito da manhã às cinco da tarde. O lema deste ano é “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania”, com o tema permanente “Vida em Primeiro Lugar”.

A programação reúne feira da economia popular, artesanato, comidas regionais e produtos de pequenos produtores. O público também pode conhecer o trabalho de movimentos, pastorais, coletivos e organizações. As tendas temáticas abrem espaço para discussões sobre moradia e direito à cidade, direitos das mulheres, meio ambiente e as lutas de pessoas que atuam na defesa de direitos.

Para o padre Alcimar Araújo, vice-presidente da Cáritas e assessor das Pastorais Sociais, a participação de Manaus no Grito reforça o papel da sociedade civil na cobrança por direitos. Ele lembra que a capital participa da mobilização há 32 anos.

A defesa das mulheres também ganhou destaque nesta edição. A coordenadora das Pastorais Sociais, Guadalupe Peres, afirma que o aumento da violência e dos casos de feminicídio exige uma resposta da sociedade. Para ela, o movimento deve fortalecer a participação e o protagonismo das mulheres nas pastorais e nas organizações populares.

O Grito dos Excluídos nasceu em 1995, a partir de debates da Semana Social Brasileira, e escolheu o 7 de setembro para questionar a ideia de uma independência apenas oficial e ampliar a discussão sobre cidadania e soberania. Em Manaus, a programação termina com uma Missa Amazônica, às três da tarde, seguida de caminhada até a Bola do Coroado, onde ocorre o ato público.

Rafaella Amorim, Rádio Rio Mar