A primeira etapa da Operação Tamoiotatá 6 chegou ao fim nesse fim de semana. Ela aconteceu nos municípios de Humaitá (a 590 quilômetros de Manaus), Apuí (a 453 quilômetros da capital), Novo Aripuanã (a 227 quilômetros) e Canutama (a 619 quilômetros), considerados áreas estratégicas para o combate ao desmatamento ilegal e outras infrações ambientais.

A operação resultou na lavratura de 63 autos de infração e 24 termos de embargo e interdição por equipes do Instituto. Ao todo, mais de 2,3 mil hectares foram embargados por irregularidades ambientais, área equivalente a cerca de 3,2 mil campos de futebol.
As infrações identificadas, ao longo de 15 dias, incluem desmatamento ilegal, descumprimento de embargos, impedimento à regeneração natural da vegetação e realização de atividades agropecuárias sem licença ambiental.

As ações contaram com o apoio de tecnologias de sensoriamento remoto e inteligência geoespacial para identificação de áreas com indícios de desmatamento e outras infrações ambientais.
Nos municípios de Apuí e Novo Aripuanã, as equipes fiscalizaram 21 áreas com alertas de desmatamento, resultando na aplicação de R$ 15.115.500 em multas e no embargo de 1.562 hectares de áreas. Também foram lavrados 16 autos de infração, 11 termos de embargo e interdição, duas notificações e um termo de apreensão. Entre os materiais apreendidos estão rolos de arame utilizados em atividades irregulares e combustível.
Já em Humaitá, a operação resultou em 47 autos de infração e 13 embargos em áreas localizadas principalmente nos municípios de Humaitá e Canutama. As multas aplicadas somaram R$ 13.154.100, e cerca de 776 hectares foram embargados por irregularidades ambientais.
Ao todo, 23 agentes participaram diretamente das atividades de fiscalização, segurança e suporte técnico.
Estruturada em 15 etapas, com duração média de 20 dias cada, a Operação Tamoiotatá 6 tem previsão de atuação até dezembro de 2026, abrangendo o período mais crítico da estiagem e reforçando as ações permanentes de combate ao desmatamento e às queimadas no Amazonas.
Tania Freitas / Rádio Rio Mar
Foto: Divulgação/Ipaam