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Processo de escuta do Sínodo da juventude está em sua fase final

 

Processo de escuta do Sínodo da juventude está em sua fase final

A Comissão Arquidiocesana para o Sínodo da Juventude apresentou os primeiros resultados da pesquisa científica “Juventudes Amazônicas e Sinodalidade: Desafios e Perspectivas para a Igreja e a Sociedade”, em parceria com a Faculdade Católica do Amazonas. A pesquisa teve até o momento 701 respostas, sendo que 17 participantes declararam não participar de comunidades católicas.

O levantamento busca compreender o perfil dos jovens da região e orientar ações da Igreja junto à juventude amazônica, explica o seminarista e integrante da comissão do Sínodo da Juventude, Alisson Malaquias.

Foram apresentados três principais subsídios de escuta: juventude nas comunidades urbanas de Manaus, juventude dos povos indígenas e juventude no contexto educacional (escolas, faculdades e outras instituições). Esses eixos ajudam a mapear as diferentes realidades vividas pelos jovens, considerando fatores culturais, sociais e educacionais.

Os dados apontaram um bom nível de conhecimento dos jovens sobre a estrutura da Igreja local. A maioria dos participantes sabe a qual Região Episcopal pertence, como nas regiões de Nossa Senhora Aparecida (252 respostas), Nossa Senhora dos Navegantes (84) e Nossa Senhora dos Remédios (220). Apenas 36 responderam não saber qual setor, área missionária ou região episcopal integram.

Segundo o bispo referencial da juventude, Dom Samuel Lima, o sínodo une a juventude no propósito de escuta, entusiasmo e de um processo de oportunidades.

Um novo encontro será realizado para aprofundar o estudo dos documentos do Sínodo. A etapa final incluirá uma audiência pública em novembro, que abordará temas como juventude negra, povos originários, comunidade LGBTQIA+, e jovens em vulnerabilidade social. A proposta não é criar diretrizes, mas apontar caminhos de evangelização voltados à realidade da juventude amazônica.

Rafaella Amorim, Rádio Rio Mar