A Pastoral da Criança emitiu um alerta sobre os riscos da adultização precoce de meninos e meninas, fenômeno cada vez mais presente em diferentes regiões do Brasil.
Há mais de 40 anos, a entidade atua na promoção do desenvolvimento infantil e chama a atenção para práticas sociais, culturais e midiáticas que expõem crianças a comportamentos, responsabilidades e padrões estéticos inadequados para a idade.
Segundo a coordenação nacional da pastoral, a adultização aparece de várias formas: cobrança excessiva por desempenho escolar, pressão estética, acesso a conteúdo impróprio, erotização precoce e até a imposição de responsabilidades que não correspondem à fase da infância.
A pediatra e líder da pastoral, Ana Léa, afirma que a influência das redes sociais agrava o problema. Segundo ela, esses ambientes estimulam desde cedo a busca por padrões de beleza e comportamentos típicos do mundo adulto.
Para enfrentar o problema, a Pastoral da Criança recomenda o fortalecimento dos vínculos familiares, o acompanhamento da vida escolar e digital das crianças e a valorização das brincadeiras tradicionais, do convívio comunitário e do direito de viver plenamente a infância.
Hiolanda Mendes – Rádio Rio Mar
Foto: Pastoral da Criança