A comunidade internacional deve deixar claro que a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela é uma violação do direito internacional que torna o mundo menos seguro, afirmou, nesta terça-feira (06), o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos.
As forças americanas depuseram o ditador venezuelano Nicolás Maduro em uma operação surpresa no último sábado (03).
Ele enfrenta quatro acusações criminais nos EUA, incluindo narco terrorismo, e a vice-presidente de Maduro assumiu a presidência interina.
É evidente que a operação minou um princípio fundamental do direito internacional: os Estados não devem ameaçar ou usar a força contra a integridade territorial ou a independência política de qualquer Estado, afirmou o gabinete.
A comunidade internacional precisa se unir em uma só voz para insistir nisso, declarou Ravina Shamdasani, principal porta-voz do escritório, a jornalistas.
Longe de ser uma vitória para os direitos humanos, a intervenção militar prejudica a estrutura da segurança internacional e torna todos os países menos seguros, afirmou ela.
Isso transmite a mensagem de que os poderosos podem fazer o que bem entenderem, acrescentou.
O futuro da Venezuela deve ser determinado exclusivamente pelo seu povo, declarou a porta-voz, acrescentando que a instabilidade e a maior militarização só agravariam a situação dos direitos humanos no país.
Com informações da Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil