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Moradores da Região Metropolitana fazem aceiros para impedir avanço dos incêndios

Com as altas temperaturas e o clima seco, os incêndios se espalham por diferentes áreas da Região Metropolitana de Manaus e ameaçam comunidades e áreas de vegetação.

Moradores da Região Metropolitana fazem aceiros para impedir avanço dos incêndios nas comunidades. Foto: Ângela Gadelha.

No Careiro Castanho, moradores da Associação Agrícola Comunitária do P. A. Panelão fazem aceiros para tentar impedir que as chamas avancem em direção à comunidade. A presidente da associação, Ângela Gadelha, relata que a fumaça também prejudica a rotina dos moradores.

“Os moradores estão fazendo aceiros para esse fogo não chegar, mas é muita fumaça, muita fumaça, porque aqui é BR. A gente fica por detrás da BR, então aqui na BR está pegando fogo e a gente está vendo o fogo chegar na nossa comunidade, porque o fogo está muito intenso”, relatou.

Moradores da Região Metropolitana fazem aceiros para impedir avanço dos incêndios nas comunidades. Foto: Ângela Gadelha.

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A fumaça também afeta as crianças e pode provocar a suspensão das aulas.

“A escola vai ter que parar porque as crianças não estão aguentando inalar esse cheiro, essa fumaça que está intensa. A gente sofre muito porque os agricultores plantam, têm as suas plantações, seus sítios. Aí vem um fogo desse, acaba, destrói tudo. Então, fica aí, a gente vai ter que lutar e começar tudo de novo. É um sofrimento”, afirmou.

Na Região Metropolitana de Manaus, o Corpo de Bombeiros atua no combate aos incêndios e no monitoramento das áreas atingidas. Segundo o comandante-geral da corporação, coronel Orleilso Muniz, uma das áreas destruídas pelo fogo, logo após a Ponte Rio Negro, equivale a quase 50 campos de futebol. Ele também afirma que os bombeiros identificaram sinais de ação humana.

“No somatório que nós fizemos, uma aferição via plataforma aérea, drone, somada à área atingida desse lado da pista com a do outro, dá em torno de quase 50 campos de futebol. Nós, através das nossas observações, percebemos claramente que isso aqui teve a atuação humana. E olha o dano que causa à população. Nós temos aqui toda a vegetação que foi atingida. Claramente, houve inicialmente uma intervenção de pessoas, no sentido de derrubar a vegetação para depois atear fogo e, certamente, com algum interesse em utilização aqui da área”, afirmou.

Moradores da Região Metropolitana fazem aceiros para impedir avanço dos incêndios nas comunidades. Foto: Reprodução.

O comandante reforça que o Amazonas possui um decreto que proíbe o uso do fogo e alerta para a previsão de um período intenso de queimadas nos próximos meses.

“Aquela língua de fogo gigante foi completamente extinta, agora é só o rescaldo. Eu reforço que você não deve fazer fogo, em hipótese alguma. E os prognósticos científicos apontam que os meses de outubro e novembro serão tão intensos quanto o mês de setembro. Nós temos um decreto que proíbe a utilização do fogo. A Polícia Civil está investigando e identificando, e o infrator será responsabilizado à luz da lei”, disse.

Com o tempo seco e a presença de fumaça, especialistas orientam a população a beber água, evitar atividades ao ar livre e procurar atendimento médico em caso de falta de ar ou piora dos sintomas respiratórios.

Yuri Bezerra, Rádio Rio Mar