A Bacia Amazônica segue sob influência do fenômeno La Niña, caracterizado pelo resfriamento anômalo das águas do Pacífico Equatorial.

La Niña atua de forma fraca na Amazônia, mas mudanças climáticas acendem alerta para cheias e secas extremas. Foto: Reprodução / Redes sociais Labclim.
De acordo com o meteorologista e pesquisador Leonardo Vergasta, do Laboratório de Modelagem do Sistema Climático Terrestre da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), o fenômeno tem contribuído para o aumento das chuvas, especialmente na região central da Amazônia, que engloba municípios como Manaus, Itacoatiara e Parintins.
Enquanto isso, a porção oeste e sudoeste da Amazônia tem registrado volumes elevados de chuva. Regiões como Acre e as bacias dos rios Juruá e Purus já estão em estado de atenção para possíveis cheias, embora, até o momento, os níveis permaneçam dentro da normalidade.
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O pesquisador chama atenção, no entanto, para os impactos combinados das mudanças climáticas e do desmatamento, que vêm alterando o comportamento do ciclo hidrológico na região.
Segundo o especialista, a combinação desses fatores pode intensificar eventos extremos, como secas mais severas durante o El Niño e cheias mais rápidas e intensas em períodos de La Niña, cenário que tende a se agravar nas próximas décadas.
Yuri Bezerra, Rádio Rio Mar