A Universidade Federal do Amazonas (UFAM) e o Instituto Federal do Amazonas (Ifam) suspenderam, nesta quinta-feira (8), as atividades acadêmicas e administrativas presenciais para reduzir a exposição de estudantes, professores e servidores à fumaça densa que encobre Manaus.
Conforme o Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a qualidade do ar na capital amazonense é considerada “péssima”.

Entre os pontos mais afetados no início desta quinta-feira (8), o bairro do Morro da Liberdade e áreas do Educandos e zonas adjacentes aparecem com forte carga de poluentes e índices elevados nos mapas das estações com 211 µg/m³.
Segundo a Defesa Civil, a fumaça é proveniente de queimadas na região metropolitana de Manaus, principalmente do município de Itacoatiara.
Na UFAM a suspensão abrange todas as unidades na capital. As atividades poderão ocorrer de forma remota, quando possível. Serviços essenciais e tarefas que não possam ser transferidas para o formato virtual estão mantidos, mas a instituição orienta o uso rigoroso de equipamentos de proteção respiratória nesses casos.

Já no Ifam (Campus Centro), a interrupção das aulas e atividades presenciais vale apenas para o turno da manhã. Os turnos da tarde e da noite estão mantidos, embora a direção siga monitorando a situação e os canais oficiais serão atualizados caso haja novas orientações. O Ifam (unidade zona leste) cancelou todas as atividades em todos os turnos, por estar localizada na área onde ocorre um incêndio.
A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) orienta a população a reduzir a exposição à fumaça, especialmente crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças respiratórias ou cardíacas. Nos períodos de pior qualidade do ar, devem ser evitados exercícios ao ar livre, principalmente caminhada, corrida e ciclismo.
A população deve manter-se hidratada e proteger os olhos e o nariz. Quando a exposição for inevitável, máscaras adequadas, como a N95, podem ajudar a reduzir a inalação de partículas.
Tosse, irritação ou dor de garganta, ardência e lacrimejamento dos olhos, coriza, dor de cabeça, chiado no peito, falta de ar e piora de crises de asma são sinais de alerta. Em casos leves, a orientação é procurar uma unidade básica de saúde.
Para sintomas mais graves, deve-se buscar um serviço de pronto atendimento e, em emergências, acionar o Samu pelo 192.
Da Redação
Imagens: Divulgação/Redes Sociais