Com influência das chuvas, o Amazonas teve a menor quantidade de queimadas dos últimos 12 anos para um mês de fevereiro, neste ano. Conforme o monitoramento do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), os satélites identificaram apenas 11 focos de calor, o que representa uma queda de 92% frente às 141 ocorrências do ano passado. Apenas em fevereiro de 2013 houve menos registros de incêndios: quatro.
Em fevereiro de 2024, por exemplo, a estação meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) que fica no bairro Nossa Senhora das Graças, zona centro-sul de Manaus, identificou 274 milímetros de precipitações, mas elas ocorreram em apenas 13 dos 29 dias do mês. Por outro lado, ao longo de fevereiro deste ano, a mesma estação registrou chuvas em 21 dos 28 dias do mês, que superaram os 250 milímetros. Ou seja, em 2025, as precipitações ficaram mais frequentes.
Outro fator que colabora com as chuvas para a análise das queimadas é o nível do Rio Negro. Em fevereiro deste ano a bacia saiu de 22,21 metros para 23,91. Portanto, subiu 1,7 metro em 28 dias. No ano passado, o Rio Negro marcava 21,20 metros no início do mês e passou para 22,22 metros. Portanto, subiu apenas 1,02 metro em 29 dias.
Ainda conforme o monitoramento do Painel Queimadas, do Inpe, o Estado do Amazonas teve a segunda menor quantidade de incêndios para um primeiro semestre, também em 12 anos. O número de focos de calor em janeiro e fevereiro, somados, foram de 71. No ano passado, por exemplo, os registros apontaram 301 ocorrências, no mesmo período.
Antes disso, no primeiro bimestre de 2023 foram 99, em 2022 outros 175 e, em 2021, 70 queimadas.
Bruno Elander – Rádio Rio Mar
Foto: Divulgação