
El Niño pode agravar calor, queimadas e queda dos rios na Amazônia, alerta Cemaden
O El Niño já influencia o clima e deve ganhar força nas próximas semanas. Segundo o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, o fenômeno pode atingir intensidade muito forte entre setembro e novembro. Na Amazônia, a previsão aponta para chuvas abaixo da média, atraso no início da próxima estação chuvosa e temperaturas mais altas.
A redução das chuvas também deve acelerar a queda dos rios. Com níveis mais baixos, comunidades podem enfrentar dificuldades no transporte de alimentos, combustível e outros produtos, explica o coordenador-geral de Operações e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), Marcelo Seluchi.
O calor, a baixa umidade e a menor quantidade de chuva ainda aumentam o risco de incêndios florestais. O Cemaden acompanha o cenário e mantém diálogo com órgãos do governo federal para apoiar ações de prevenção e redução dos impactos. A combinação de fumaça e temperaturas elevadas também representa um risco para a saúde.
Para a Amazônia, 2027 pode trazer impactos ainda maiores. A previsão indica uma cheia mais fraca no próximo ano, seguida por uma nova descida dos rios. O cenário exige atenção especial para a segurança hídrica e para as hidrovias, que têm papel fundamental no transporte na região.
Rafaella Amorim, Rádio Rio Mar