A possibilidade de antecipação da cobrança de uma taxa da seca no transporte de mercadorias para o Amazonas gera preocupação no meio comercial e na Assembleia Legislativa do Amazonas. O motivo está ligado ao risco de que o custo extra seja repassado para o preço das mercadorias que chegam ao estado.

A Associação Comercial do Amazonas (ACA) já recorreu a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) para impedir uma eventual cobrança antecipada.
Durante plenária na Aleam, o presidente da Casa, Adjuto Afonso, destacou que o transporte hidroviário é fundamental para a chegada de mercadorias, por isso uma taxa adicional de frete pode impactar toda a cadeia do setor e chegar no bolso do Consumidor.
O receio é que um eventual aumento no frete também afete o abastecimento do Polo Industrial de Manaus. Nessa quinta-feira, 13, o Rio Negro atingiu a cota de 26m41.
A Antaq declarou, em 2025, que a taxa só poderia ser cobrada em operações com origem ou destino em Manaus caso o rio Negro atingisse 17,7 metros ou menos, mediante comprovação técnica da necessidade e dos custos extraordinários provocados pela estiagem.
Rádio Rio Mar
Foto: Raylton Alves / Banco de Imagens ANA