O Tesouro Nacional aponta que a dívida pública consolidada do Amazonas aumentou, pelo menos, R$ 3,9 bilhões entre 2019 e 2025, durante os dois governos do ex-governador Wilson Lima (União). Nesse período, o Estado passou de 6ª menor proporção dívida/receita corrente líquida do País para 12ª maior entre todas as unidades da federação. Ou seja, subiu 6 posições.
O site Tesouro Transparente mostra que a dívida total consolidada do Amazonas somava R$ 6,9 bilhões ao final de 2018. Contudo, iniciou 2026 em mais de R$ 10,8 bilhões. Ou seja, o débito saltou 56,5%.
Em 2025, o Amazonas gastou R$ 1,2 bilhão só com juros dos empréstimos e amortizou menos do que esse valor. Ou seja, o Estado gastou mais com encargos do que com a redução da dívida.
Em 2019, por exemplo, o gasto com juros foi de menos de R$ 344 milhões e a amortização se aproximou dos R$ 600 milhões.
Portanto, em 7 anos, os gastos com juros aumentaram 249%.
Em 2019, esses encargos consumiam 2,19% do total das despesas. Agora, consomem 3,15%.
Por outro lado, apesar de subir 6 posições no ranking do endividamento dos estados, o Tesouro Nacional aponta que o Amazonas conseguiu reduzir a relação dívida/receita.
Isso porque a proporção estava em 34,73%, em 2018, e agora está em 26,38%. O limite da Lei de Responsabilidade Fiscal é 200% da Receita Corrente Líquida para os estados.
Mas isso aconteceu porque houve um salto de 84,5% na arrecadação, entre 2019 e 2025. O faturamento subiu de R$ 19.811 bilhões para R$ 36.549 bilhões.
Ao mesmo tempo, as dívidas saltaram mais de 95%, pois saíram de R$ 18,5 bilhões por ano para R$ 36,2 bilhões.
Bruno Elander – Rádio Rio Mar
Foto: Aleam/Divulgação
