O Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher, da Defensoria Pública do Amazonas, alerta para os impactos de declarações que questionam a existência do feminicídio como crime. A preocupação ocorre diante do cenário de violência contra as mulheres e da necessidade de fortalecer a rede de proteção.
A discussão ganhou espaço após declarações da deputada estadual eleita por São Paulo, Eduarda Campopiano, que se apresenta publicamente como antifeminista e já afirmou não acreditar na tipificação do feminicídio como crime específico.
Para a Defensoria Pública do Amazonas, Caroline Braz, discursos que colocam em dúvida a existência ou a gravidade do feminicídio preocupam, principalmente, diante dos impactos da violência sobre as mulheres e seus familiares.
A Defensoria Pública do Amazonas defende o fortalecimento das políticas públicas e da rede de proteção para prevenir a violência contra as mulheres e garantir atendimento às vítimas e às famílias atingidas pelo feminicídio.
O Brasil registrou 1.571 feminicídios em 2025, o maior número desde o início da série histórica, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
O número é 4% maior que o registrado em 2024 e representa uma taxa de 1,4 caso para cada 100 mil mulheres. Com esse resultado, o país chega ao quarto recorde consecutivo de feminicídios.
Hiolanda Mendes – Rádio Rio Mar
Foto: Defensoria