Ausência de políticas públicas eficazes gera aumento da população de rua, em Manaus

Crescimento da população de rua, em Manaus, é visível, e órgãos públicos não possuem dados atualizados sobre o grupo. Entidades religiosas e voluntários reúnem forças para atender às demandas de uma classe extremamente vulnerável.

(Foto Reprodução)

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O aumento da população de rua, em Manaus, é visível. Pelos bairros da capital amazonense, é possível presenciar centenas de pessoas, diariamente, a procura de alimentos ou de objetos para vender, com o objetivo de manter o vício em entorpecentes. No Centro da cidade, a situação é ainda mais visível. Nas Praças da Matriz, Tenreiro Aranha, Dom Pedro II e heliodoro balbi, conhecida como Praça da Polícia, há intensa concentração de pessoas em estado crítico.

Cássia da Silva, coordenadora da Pastoral do Povo de Rua da Arquidiocese de Manaus, explica que não há, por parte do Poder Público, uma contabilização para esse grupo.

Ainda segundo a coordenadora, o Centro de Acolhida da Pessoa em Situação de Rua Dom Sérgio Eduardo Castriani, que funciona nas dependências da Igreja dos Remédios, no Centro de Manaus, oferece diversos serviços ao grupo.

Em paralelo, outras ONGs e grupos também atuam em auxílio às pessoas em situação de rua, como o Grupo de Apoio Voluntário – GAV que oferece refeições e tratamentos especializados, conforme destaca sua coordenadora, Fabiana Carioca.

Em outubro deste ano, a Prefeitura de Manaus inaugurou o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua, localizado no Centro de Manaus. O local oferece diversos serviços como acolhimento, alimentação, higiene e guarda de pertences, mas a cidade ainda vê suas ruas repletas de pessoas em extrema vulnerabilidade, o que mostra o longo caminho a ser percorrido para solucionar esse grande problema social.

Nuno Lôbo – Rádio Rio Mar 

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