A Amazônia Legal teve a segunda menor área desmatada entre janeiro e agosto em oito anos, desde 2018. No Amazonas, a redução foi de 27%. As terras indígenas ficaram próximas de alcançar a meta de desmatamento zero, assumida pelo Brasil para 2030, pois concentraram apenas 1,6% das ocorrências na Amazônia no período. As informações são do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon).
Nos primeiros oito meses de 2026 houve a derrubada de 2.053 km² de floresta amazônica, que equivale a 287.535 mil campos de futebol.
Especificamente no Amazonas, foram 394 km², de janeiro a agosto deste ano, uma redução de 27% frente aos 538 km² do mesmo período do ano passado.
O relatório chama a atenção que o Brasil está perto de antecipar a aplicação da meta de desmatamento zero até 2030, pelo menos nas terras indígenas.
Isso porque mais da metade dos territórios na Amazônia não registrou áreas derrubadas nos primeiros oito meses deste ano. Conforme o Imazon, 246 terras indígenas tiveram desmatamento zero no período (63% delas), seguidas de 138 com derrubadas menores que 1 km² (35%) e apenas sete com desmatamento acima de 1 km² (2%).
No total, as terras indígenas registraram 32,25 km² de desmatamento no período, o que corresponde a apenas 1,6% do registrado em toda a Amazônia. A segunda categoria territorial com menor devastação foi a de unidades de conservação. Nesses oito meses, elas registraram 192,8 km² de desmatamento, apenas 9% das derrubadas na região.
E a quantidade poderia ser ainda menor caso a derrubada de 75,19 km² na Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu fosse contida, pois ela representou quase 40% de toda a área desmatada nas 333 UCs da Amazônia.
Agosto no Amazonas
Em relação especificamente ao Estado do Amazonas no recorte individual de agosto, houve redução de 11% frente ao ano passado. Além disso, o Amazonas teve apenas um município entre os dez piores do mês, que foi Boca do Acre, na 4ª colocação.
Bruno Elander – Rádio Rio Mar
Foto: Greepeace


