A representante da Organização das Nações Unidades para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) no Brasil, Marlova Noleto, entregou, nessa terça-feira (3), ao governador Roberto Cidade, o certificado que reconhece oficialmente o Teatro Amazonas como Patrimônio Mundial Cultural da Unesco. O espaço, a partir de agora, passa a fazer parte da lista da entidade ao lado do Theatro da Paz (PA).
A chancela contempla também os espaços públicos conectados aos monumentos: o Largo de São Sebastião, na capital amazonense, e a Praça da República, na capital paraense.

Durante o ato no Teatro Amazonas, o governador destacou o impacto da conquista para o Estado.
Hoje nós recebemos esse título, essa condecoração que reconhece a grandeza do Teatro Amazonas. Esse título não é para quem está governando, esse título representa o povo do nosso Estado, o maior estado da Federação, um estado de dimensões continentais e que, a partir de agora, se torna ainda mais importante e relevante para o mundo.
Para a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto, o monumento carrega um significado especial para o mundo.
Esses conjuntos arquitetônicos trazem a beleza do ciclo da borracha, de uma época de glória para toda a Amazônia. E, a partir de agora, inscritos nessa lista do Patrimônio Mundial, eles passam a ser também reconhecidos pelo mundo como um patrimônio que pertence a toda a humanidade. A importância do título é justamente reconhecer o valor excepcional e universal que determinado lugar tem. Este é o 26º título de Patrimônio da Humanidade no Brasil e o primeiro na Região Norte, declarou.
O título concedido ao Teatro Amazonas é fruto de um processo que iniciou em 2010, com a primeira visita da Unesco a Manaus. Em 2015, os Teatros da Amazônia entraram na Lista Indicativa do Brasil. Após oficinas técnicas realizadas entre 2023 e 2024, o dossiê oficial foi entregue em janeiro de 2025.
O reconhecimento internacional ocorreu em 27 de julho de 2026, com a aprovação formal do Comitê da Unesco, em Busan, na Coreia do Sul.
Da redação
Fotos: Clóvis Miranda e Marco Moraes/Secom