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Queimadas e fumaça ameaçam a saúde de mais de 15 mil indígenas do Baixo Amazonas

O Distrito Sanitário Especial Indígena Parintins (DSEI PIN), que abrange cinco municípios do Amazonas e quatro do Pará, está em estado de alerta devido ao avanço das queimadas e da estiagem severa na região.

O alerta consta em um boletim epidemiológico divulgado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (CIEVS/DSEI PIN) e pela Secretaria Especial de Saúde Indígena (SESAI).

O cenário é considerado crítico. A situação afeta 124 aldeias, onde vivem cerca de 15 mil e 463 indígenas, expostos aos incêndios florestais e à fumaça. Entre as localidades mais afetadas estão Nova Esperança e Vila Nova II, em Maués; Ponta Alegre e Umirituba, em Barreirinha; Kuruatuba, em Aveiro, no Pará; Riozinho e Kassawá, em Nhamundá; e São Francisco, em Parintins.

O boletim também solicita apoio dos municípios de Barreirinha e Maués, no Amazonas, e Aveiro, no Pará. Entre as medidas propostas estão ações de educação em saúde, capacitação das comunidades para o combate a incêndios e treinamento para o manejo sustentável do solo. A orientação é adotar práticas que evitem o uso do “fogo sem virar incêndio e sem adoecer a aldeia”.

Segundo dados do Painel do Fogo – Indicadores do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAM), o mês de setembro registrou 208 focos de fogo ativos em terras indígenas no Amazonas e no Pará.

Em outubro, esse número saltou para 501, totalizando 709 focos no período. Apesar do acumulado no mês, o boletim do DSEI Parintins destaca uma diminuição recente dos focos na última semana epidemiológica (41/2026). De acordo com o Distrito, a queda está relacionada à atuação coordenada de brigadistas em terras indígenas e às chuvas registradas nos últimos dias.

 

Rádio Rio Mar

Foto: Divulgação