A Pastoral Carcerária Nacional realizou uma pesquisa sobre os impactos econômicos, sociais e emocionais do encarceramento nas famílias das pessoas privadas de liberdade no Brasil. A pesquisa reúne dados sobre as dificuldades financeiras, sociais e emocionais que os familiares enfrentam após a prisão de um ente querido.
O Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, apresentou a Pesquisa Nacional sobre os Impactos do Cárcere nas Famílias, intitulada “A Pena Sem Sentença”. A Pastoral Carcerária desenvolveu o estudo em parceria com a Assessoria Popular Maria Felipa.
A irmã Petra Silvia Pfaller, coordenadora nacional da Pastoral Carcerária, destacou a importância do levantamento para dar visibilidade ao sofrimento dessas famílias e auxiliar políticas públicas. Ela também ressaltou a necessidade de acolhimento dessas pessoas nas comunidades eclesiais.
Durante a apresentação, a pesquisadora Isabela Corby, da Assessoria Popular Maria Felipa, apresentou dados que revelam a sobrecarga enfrentada pelas mulheres, principalmente mães, esposas e companheiras de pessoas encarceradas.
O estudo “A Pena Sem Sentença: Famílias, gênero e a expansão silenciosa do poder punitivo” reúne informações sobre o perfil dos familiares, as dificuldades de visitação, as violações de direitos e os impactos econômicos do encarceramento nas cinco regiões do Brasil.
Os interessados podem acessar a pesquisa completa nos sites da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a CNBB, em cnbb.org.br, e da Pastoral Carcerária, em carceraria.org.br.
Hiolanda Mendes – Rádio Rio Mar
Foto: CNBB