Denúncias de superlotação e problemas nas rotas do transporte escolar levaram a Defensoria Pública a cobrar esclarecimentos da Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc) e de 17 municípios sobre a prestação do serviço. A iniciativa integra as ações do Grupo de Trabalho Intersetorial de Defesa da Educação e Cidadania (GIDEC/DPG), criado para fiscalizar e acompanhar os serviços educacionais no estado.

Defensoria apura denúncias de problemas no transporte escolar em municípios do Amazonas. Foto: Divulgação.
A Defensoria identificou a situação durante uma inspeção na Escola Estadual Lázaro Ramos, em Urucará, no Baixo Amazonas. Na ocasião, a defensora pública Emilly Santos ouviu relatos de pais sobre a insuficiência de rotas para atender estudantes das comunidades rurais.
Além de Urucará, a Defensoria solicitou informações referentes aos últimos cinco anos às secretarias de Educação de Manaus, Itacoatiara, Itapiranga, São Sebastião do Uatumã e outros 12 municípios, diante de problemas identificados em diferentes regiões do estado.
Leia também: Estiagem aumenta vulnerabilidade dos peixes-bois e preocupa pesquisadores no Amazonas
A instituição questionou as secretarias sobre o número de estudantes matriculados, quantos utilizam o transporte escolar e quantos ainda não conseguem acessar o serviço. Também solicitou informações sobre as rotas terrestres e fluviais, incluindo distâncias, comunidades atendidas e alterações provocadas pela cheia e pela vazante dos rios.
A defensora ressalta que o levantamento é uma medida preliminar para elaborar um diagnóstico do transporte escolar no estado. Os dados poderão subsidiar novas medidas da Defensoria para buscar soluções junto ao Estado e aos municípios.
Yuri Bezerra, Rádio Rio Mar