A Câmara Municipal de Manaus realizou uma Tribuna Popular para discutir o adiamento da vigência das Lei da Sacolas promulgada em 2021. A medida visa atender a uma solitação do Setor Termoplástico e de sindicatos que pediram um prazo maior para implantação de soluções conjuntas entre os segmentos ambiental e industrial.

(Foto: Divulgação)
A Tribuna Popular teve como principal objetivo discutir o Projeto de Lei 742/2026, de autoria do vereador Rodrigo Sá, do Progressistas. A proposta visa alterar a vigência para 20 de outubro de 2028, da Lei 485/2021 que proíbe a distribuição gratuita e a venda de sacolas plásticas descartáveis em comércios de Manaus.
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A Lei das Sacolas Plásticas entrou em vigor em maio de 2021, mas passou por alterações em 2021, 2022 e 2023. Atendendo a uma solicitação do Setor Termoplástico do PIM e de sindicatos, por um prazo maior para a discussão do tema, a Câmara Municipal de Manaus – CMM voltou a discutir o assunto. Durante o debate, o vereador Rodrigo Guedes, do Republicanos, propôs a revogação da Lei das Sacolas.
A proposta de Guedes não foi aceita pelo vereador Rodrigo Sá, que disse que o tema tem que ser discutido de forma responsável, levando-se em conta as questões ambientais e econômicas.
O setor termoplástico representa cerca de 8,4% do faturamento total do PIM. O segmento movimenta mais R$ 14 bilhões por ano e abriga mais de 100 empresas ativas em Manaus, com cerca de 7 mil postos de trabalho. Cerca de 32 dessas empresas atuam na fabricação de sacolas plásticas, de acordo com o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Materiais Plásticos de Manaus. A proposta do setor é adiar a vigência da Lei das sacolas para se trabalhar em soluções conjuntas com o setor ambiental, com o mínimo de impacto para ambas as partes.
Nuno Lôbo – Rádio Rio Mar