
Fumaça do lixão de Iranduba afeta moradores e agricultores
O incêndio no lixão a céu aberto de Iranduba começou no dia 13 de agosto. Quase duas semanas depois, a fumaça ainda atinge comunidades próximas ao local. Agricultores relatam dificuldade para trabalhar, além de irritação nos olhos e desconforto por causa do forte odor.
Na comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro e em outras localidades da região, os moradores dizem que a fumaça aparece com mais intensidade pela manhã. Segundo eles, as aulas foram suspensas por causa das condições do ar. Crianças, idosos, trabalhadores e animais também sofrem com os efeitos da fumaça.
O agricultor Joed Pereira afirma que a situação se repete todos os dias e cobra uma ação do poder público.
Na mesma comunidade, a produtora rural Walda Marina relata problemas de saúde e preocupação com as abelhas que cria.
O Ministério Público do Amazonas instaurou um procedimento para apurar as causas do incêndio, os impactos ambientais e os riscos à saúde da população. Em uma inspeção no dia 19 de agosto, o órgão encontrou pequenos focos de fogo e fumaça significativa no local.
A reportagem procurou a Prefeitura de Iranduba, mas não recebeu resposta até o fechamento deste material.
Rafaella Amorim, Rádio Rio Mar